Louise Bourgeois, artista franco-americana, desenvolveu sua obra em torno do sentimento de abandono e de questões pertinentes aos relacionamentos humanos e/ou nos relacionamentos entre entre homens e mulheres.
As tensões entre eu e outro, estranhamento e intimidade, proteção e vulnerabilidade estão sempre presentes em seu trabalho.
Sua obra mais conhecida no mundo é a escultura da aranha gigante intitulada "Maman", da qual existe uma versão no MAM-SP, a principal dessa peça ou a "original" encontra-se na Galeria Tate, em Londres.
O artista paulistano Bernnô, através do domínio das técnicas da pintura automotiva, trilhou uma carreira artística reconhecida pela crítica e pelo público.
Rodrigo Naves, crítico de arte, descobriu as pinturas de Bernnô ao levar seu carro à funilaria / ateliê do artista. Naves ajudou a realizar a primeira exposição de Bernnô, em 2008. Infelizmente, um ano depois, aos 60 anos, o artista faleceu enquanto dormia.
Jean-Jacques Pigeon desenvolve sua poética a partir da observação da natureza, em especial dos frágeis galhos e brotos, que são transpostos para imagens que evocam a opulência do universo estético da corte de Luis XIV, o Rei Sol.
León Ferrari, artista argentino de mais de 80 anos, continua causando polêmicas. Já teve mostras censuradas e sofreu ameaças de toda espécie, a de que vai para o inferno é a mais freqüente delas.
Sua obra é marcada pela contestação contundente ao cristianismo e às formas totalitárias de poder.
Comparado a artistas como Rembrandte Caravaggio, Martín Chambi é reconhecido pela genialidade de suas fotografias. Peruano e de origem indígena, retratou fielmente a expressão da vida andina. Explorou os olhares, o trabalho e a cultura de maneira surpreendente.
Thomas Hirschhorn possui uma obra que remete aos excessos da sociedade atual.
Thomas Hirschhorn, “Crystal of Resistance”, 2011
Os acontecimentos midiáticos, assombrados pela violência e pelo perigo iminente, associados aos ambientes familiares, integram o "mundo total" do artista. Segundo Hirschhorn, este é o mundo que devemos enfrentar.
Thomas Hirschhorn, Embedded Fetish, 2006, "10.000 Lives"
Site: Robert Morris e Carolee Schneemann, Surplus Dance
Theater, Nova Iorque, março de 1964
Vários artistas dos anos 1960 passam a encenar o trabalho de libertação do real, criando um território desvinculado de pré-concepções estéticas ou visuais, evidenciando o sentimento de ruptura com a representação através da libertação de todas as técnicas e estilos que foram criados para abordar o real, ou até mesmo de um tema clássico trabalhado por diferentes épocas e movimentos. Por exemplo, a performance Site (Surplus Dance Theater, Nova Iorque, 1964) de Robert Morris. Vestido como um operário, Morris retira sucessivamente de cena placas de madeira até o momento em que surge uma figura feminina nua, estendida numa superfície, na pose da Olimpia de Manet. A performance consegue ilustrar o trabalho árduo e modernista de limpar o território artístico que foi sendo sobrecarregado de estilos, regras, e obstáculos ao longo de séculos.
Doménikos
Theotokópoulos, mais conhecido como El Greco, possuía um sistema de
imagens considerado incompreensível por seus contemporâneos e, por outro lado, como uma inspiração para os artistas do século XX.
The opening of the Fifth Seal of the Apocalypse, 1608-14
El Greco foi criticado em vida pelo estilo "antinatural" de suas figuras, sendo comum a descrição de sua obra como "desprezível", "ridícula" e "digna de escárnio".
O artista foi desdenhado pela geração imediatamente posterior à sua morte, devido ao fato da sua obra ser oposta, em muitos aspetos, aos princípios do estilo inicial do barroco.
Baptism of Christ,
1597-1600
El Greco era um artista tão individual que os estudiosos modernos não o consideram como pertencente a nenhuma das escolas convencionais. O estilo dramático e expressivo do artista encontrou grande apreciação no século XX, sendo considerado um precursor do expressionismo e do cubismo.
Roberto
Matta é um dos mais importantes artistas chilenos. Suas pinturas retratam uma espécie de criaturas
híbridas, uma mistura entre seres autômatos e insetos.
Inspirado
pelo Surrealismo, Roberto Matta dizia ilustrar, com sua obra, um mundo de sonho
da civilização tecnicista moderna.
Roberto
Matta foi casado com a artista americana Anne Clark e pai dos gêmeos, também
artistas, Sebastian e Gordon Matta Clark. Sebastian suicidou-se em 1976 e
Gordon morreu de um câncer pancreático em 1978.
Um dos artistas contemporâneos mais importantes dos Estados Unidos, Frank Stella, com suas pinturas-relevo, é apontado como um artista fundamental ao desenvolvimento da neo-vanguarda norte-americana e, em particular, ao surgimento do minimalismo.
As pinturas-relevo não apresentam distrações: a estrutura é óbvia, a intenção é clara e a essência é pura.
Michel Majerus
nasceu em Luxemburgo, em 1967. Na sua obra, destacam-se as pintura de grandes
dimensões, o uso de mídia digital e vídeo arte. Grande parte de seu trabalho é
denominado pop reloaded, pela ênfase na confusão visual das grandes metrópoles
e nas imagens de dimensões semelhantes aos grandes billboards usados em propagandas.
Majerus
morreu em 2002, na queda do vôo 9642, enquanto voava de Berlim
para Luxemburgo.
A artista inglesa, Judy Pfaff, é pintora, escultora, gravadora, instaladora, ou melhor, uma artista semionauta: uma criadora de percursos dentro de uma paisagem de signos.
Suas belas construções nos provocam novas maneiras de ver, a partir de dimensões voláteis, multiplicidade de camadas e linhas, correntes de luz e multiplicidade de cores.
Rirkrit Tiravanija, artista de origem tailandesa, nascido na Argentina e criado entre Tailândia, Etiópia e Canadá. Sua obra dá continuidade ao projeto da união arte e vida iniciado por Marcel Duchamp e Kurt Schwitters. Nela, impera a precariedade dos materiais ou, segundo Bourriaud, o uso de materiais mendigos.
Diante de uma obra que consiste essencialmente no consumo de um prato, e por meio da qual os visitantes, tal como o artista, são levados a executar gestos cotidianos, Tiravanija nos lembra da nossa própria vida em sociedade.
Apesar de Tiravanija preparar e servir comidas em algumas de suas obras, vemos que a arte não reside no prato, o que poderia ocorrer se fosse um trabalho de gastronomia propriamente dito. A arte tampouco reside na preparação da comida, mas sim na interação entre as pessoas que tiveram a sorte de participar de uma destas ações. Na atividade humana de produzir e consumir e a partir deste consumo, produzir novos significados.
Tiravanija é um artista que inventa novos vínculos entre as atividades artísticas e as atividades cotidianas (ouvir música, comer, descansar, conversar). Ele cria espaços de sociabilização precários, nada duradouros, mas eficazes porque irão privilegiar o contato humano e ao mesmo tempo expor as noções de comunidade e do efêmero.